LOST IN TRANSLATION
Eu = pronome pessoal da 1ª pessoa; a personalidade de quem fala. Falha Trágica = característica que se levada ao extremo ocasiona a sua queda.

Acabei de assistir “Encontros e Desencontros (Lost In Translation)” e agora estou ouvindo a trilha sonora e me permitindo a divagar... e, caramba, quanto nós ficamos anestesiados e sujeitos a várias “humilhações” porque não temos a coragem necessária de arriscar-nos ao ponto de poder perder tudo para descobrir o tal do sentido da vida. Quanto mais as pessoas mudam, mais elas ficam as mesmas. É claro q não sou a primeira pessoa a dizer isso, mas no momento expressa a minha falha trágica: a incapacidade de mudar. Mas acho que não estou sozinho nisto. Quanto mais conheço as pessoas, mais percebo que é a falha trágica de todos. Ficar sem mudar pelo máximo de tempo possível, ficar imóvel, nos faz sentir bem. E se você está sofrendo, pelo menos a dor é uma velha conhecida. Porque se você toma uma iniciativa, se abre, ou faz algo inesperado, quem sabe que outra dor está esperando por você? Há a possibilidade de ser pior. Então você mantém o seu “é meu jeito” e escolhe a estrada já trilhada. Não parece ser tão ruim, além de ser você um pouco mais. E quando finalmente mudamos não acho que seja como uma explosão, um grande evento no qual em um passe de mágica somos uma pessoa diferente. Acho que é bem menos que isso, o tipo de coisa que poucas pessoas percebem, só se observarem bem de perto, fato que, ainda bem, elas nunca fazem. Mas você percebe. Dentro de você essa diferença é enorme e espera que se torne aquela pessoa melhor que você será para sempre, para que não tenha que mudar de novo. Veja o filme e ouça e muito a trilha deixando-se levar pelos seus pensamentos mais íntimos e, só assim, despertar o “eu” que você quer ser para estar contigo o resto da sua vida.
Escrito por R. às 10h35
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